
Conversamos com Saruyama, o responsável por Wu-Dang, que contou como começou a desenhar por influência do pai: “Eu desenho desde criança por influência do meu pai. Sempre tive apego por quadrinhos e desenhos animados, mas, aos 9 anos, quando descobri o mangá, decidi que gostaria de me tornar mangaká. Desde então, tenho participado de concursos, estudado, lido e treinado para atingir este sonho que ganhou vida aqui na Shonen West.”

O mangaká relatou que Wu-Dang não foi sua primeira história, já que Saruyama começou a escrever para concursos japoneses em 2020: “Wu-Dang surgiu como uma forma de explorar pensamentos acerca do ciclo da vida, inspirado principalmente pelo falecimento do meu avô no início do ano passado. Gostaria de escrever uma história que ajudasse as pessoas a lidarem com o luto e enxergarem que as pessoas não precisam estar fisicamente conosco para sentirmos o amor delas.”
O autor contou também quais são suas inspirações no universo da cultura pop: “No campo dos mangás, minhas principais inspirações são Inio Asano (Oyasumi Punpun), Hiromu Arakawa (Fullmetal Alchemist), Eiichiro Oda (One Piece), Sui Ishida (Tokyo Ghoul) e Tatsuki Fujimoto (Chainsaw Man). Tenho grande apego por obras com um viés mais social e político, que trabalham, para além da narrativa, uma crítica ou reflexão sobre o mundo real. Mas não é somente nos mangás que encontro inspiração. No cinema, diretores como Tarantino, Kubrick, Jordan Peele e Hayao Miyazaki. Na música, artistas como 2Pac, Tyler, The Creator, Jamiroquai, Nujabes e Djonga.”

A entrevista encerra com Saruyama contando suas perspectivas sobre o mercado brasileiro de mangás: “Acredito que, como o país com a maior comunidade japonesa no mundo fora do Japão, o Brasil tem raízes culturais fortíssimas com a forma japonesa de contar histórias. Acredito que projetos como a Shonen West são o futuro, podendo trazer grandes oportunidades para a criação de uma vasta biblioteca de mangás, assim como trazer para o Ocidente um mercado extremamente lucrativo. Eu tenho muita fé no projeto Shonen West, e tenho muita fé que, em breve, teremos diversos brasileiros se sustentando apenas de suas obras.”

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